terça-feira, agosto 23, 2005

Caem como folhas
Lágrimas no seu rosto
Suavemente descem
Deixam-lhe o desgosto

Entre dois suspiros
Sopro-lhe na face sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce

Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar

Nunca quis saber nunca quis acreditar
Que tu irias partir não podias cá ficar nunca quis escutar muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava a intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram para nunca me agarrar a uma pessoa a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora para que servem estes olhos se não podem mais te ver
Queria ver queria saber
O que fazias que estás aqui a observar
Tás a ver tás a perceber
Pode ser que um dia a gente volte a se encontrar
Agora embora agora sem demora
Deixa-me ficar sozinho pr´a pensar
Embora agora que a minha alma chora
Como dsse alguém
Vou-me perder para me encontrar

Esse choro triste
Desespero seu
P´ra tentar dizer
Nada se perdeu

Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo eterno

Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante


Donna Maria

1 Comentários:

Blogger Sofia Ctx disse...

Não podia deixar de agradecer a tua visita com uma visita. Obrigada.

24 agosto, 2005 01:42  

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