
Que alivio, pensa. “Já não me basta não poder contactar com ele, seria muito pior só ter noticias dele através desta secção…Ele está mal mas irá sobreviver…”
Cumpre a sua promessa e não mais volta a dirigir uma palavra sequer àquele que por surpresa, por lhe fazer algo completamente inesperado, a fez tremer e chorar durante dias a fim…Agora desistiu e só vagamente se recorda dele e lhe dá um pequeno aperto no peito mas rapidamente se esquece e pensa no que irá fazer nessa noite…Tem algo de positivo ter tanto tempo livre, pelo menos tem-se divertido e aproveitado o tempo e raramente deixa que a tristeza a dissuada de sair…
Chega o seu café e ela bebe-o, antes de se dirigir á porta e rumar para a sua vida neste dia.
Pára de pensar e fecha o jornal, chega de tentar distrair os pensamento em redor de algo que já não vai mudar…Afinal a arrogância dele cresce de dia para dia e quase se torna insuportável um simples trocar de palavras, inocentes, com pedidos de informações somente…
Entra no hospital …vai ao balcão de informações e pergunta só se existem novidades,…Nada…Tudo na mesma… “Continuamos sem novidades…Está estável…penso eu”. Ela sai e fica sem saber se será bom ou mau aquilo que acabou de ouvir…Controla as lágrimas, estas de angústia, de não poder fazer mais nada…Ela sabe que sim…saberá ele que sim? E num misto de emoções, sem saber bem o que fazer, dirige-se á porta de saída e pensa “Amanhã tenho de voltar cá…”
Já não me ouves? Já não me lês?E hoje tens coragem para responder?Diz me que sim...somente um sim...Onde estão as promessas que me prometeste?Lembraste deste mar?Afinal...100% não é tudo...